Estudantes de diversos cursos protestam contra problemas infra-estruturais da Universidade que afetam a qualidade de ensino

Durante o XIV Congresso dos Estudantes da UFPR ocorrido de 10 a 12 de setembro deste ano, estudantes de diversos cursos puderam debater as demandas, necessidades e formas de enfrentamento aos problemas vivenciados cotidianamente pela comunidade acadêmica da UFPR. Temas como educação pública e Reforma Universitária, Corredor Cultural, plano diretor e assistência estudantil foram apresentados em mesas-redondas e discutidos em grupos de trabalhos, que encaminharam propostas que organizem o movimento estudantil da nossa Universidade até o próximo Congresso.

Durante o Congresso, uma questão fortemente pautada pelos delegados foi a iluminação e estrutura-física de diferentes campi da Universidade, bem como como estes problemas se relacionam com a falta de qualidade de Educação que temos acesso. Diversas resoluções foram encaminhadas sobre a necessidade de que os estudantes enfrentem estes problemas não de forma pontual ou individual, mas coletivamente e discutindo qual a relação que estes problemas tem com a política educacional de nossos governos e o nosso sistema social.

Desta forma, encaminhou-se, a partir das resoluções congressuais, uma Campanha do movimento estudantil que, durante as reuniões de organização, nomeou-se “UFPR: Na lanterna da reestruturação.” O nome da campanha surgiu a partir de um dos muitos problemas de estrutura de nossa Universidade: a falta de iluminação em partes do campus Politécnico.

Com o objetivo de questionar a forma que está se dando a reestruturação e ampliação de nossa Universidade, a campanha tem um objetivo principal: a defesa da Educação pública, gratuita e de qualidade. Essa demanda só pode ser garantida se a ampliação da estrutura da Universidade se dê na mesma proporção que sua expansão. Não é o que esse grupo de estudantes tem observado. A UFPR conta com vários problemas de segurança, diretamente ligados à falta de estrutura apropriada. Mas não é só isso, as dificuldades estruturais também abrangem salas de aula inapropriadas, superlotadas, ou mesmo inexistentes.

O lançamento oficial da campanha aconteceu no dia 04/10, com atos ocorrendo paralelamente em cinco campi da Universidade: Santos Andrade, Escola Técnica, Comunicação, Politécnico e Botânico. Nos três primeiros, as manifestações reuniram estudantes com panfletos e muita disposição para se fazerem ouvir e, mais importante, ouvir as demandas de outros estudantes que pudessem se somar à campanha. Os atos do Politécnico e Botânico se uniram em um só, com cerca de 60 pessoas que, em baixo de chuva, não perderam a animação da bateria, palavras de ordem e diálogo com os estudantes do campus. No fim de seu ato encontraram com o Reitor, que se negou a parar para conversar com os manifestantes.

Esse foi só o começo da campanha, que tem no calendário uma previsão de duas mesas para debater segurança e reestruturação da Universidade, bem como a construção de uma carta unitária que reúna todas as reivindicações dos estudantes, a ser entregue no Conselho Universitário que se realizará no dia 21 de outubro na Reitoria da UFPR. A campanha está sendo organizada pelo DCE em conjunto com outros centros acadêmicos, em reuniões de centro acadêmico, conselhos setorias de C.A.’s e reuniões do DCE.

 

texto disponível em: www.ufprnalanterna.tumblr.com
siga: @ufprnalanterna
entre em contato: ufprnalanterna@gmail.com