O ANDES-SN, representante do movimento docente nas universidades brasileiras combateu a privatização orquestrada por governos federais desde sua fundação em 1981 até hoje. Conquistou um imenso lastro social na comunidade acadêmica. Durante o governo Lula, enfrentou a contra-reforma da Previdência e seguiu na luta em defesas das condições dignas de trabalho, por reajuste salarial e em defesa do ensino público, gratuito, laico e de qualidade socialmente referenciado.


O ANDES-SN elaborou um projeto de universidade que fortaleceu as bandeiras de um movimento universitário autônomo e combativo. Nas lutas estudantis, especialmente na luta contra a contra-reforma universitária e nas ocupações de reitorias em 2007 e 2008, apoiaram incondicionalmente o movimento e suas bandeiras.

Contrariando a posição histórica do movimento social em defesa da liberdade sindical e contra a lei de unicidade, o governo Lula não acatou a decisão judicial favorável ao ANDES-SN, o que comprova uma iniciativa puramente política de perseguição a esse sindicato.

Lula assim fortalece um sindicalismo “oficialista”, ao estilo do período Vargas, traindo os ideais anti-getulistas e democráticos do novo sindicalismo que o projetou como quadro de esquerda. Hoje, montado em milhões do FAT, dos fundos de pensão e cargos comissionados para a CUT deseja acabar com os que mantêm de pé as bandeiras de luta dos trabalhadores, a exemplo do ANDES-SN.

Nesse sentido, os estudantes, entidades e coletivos reunidos no Seminário Nacional de Educação realizado em Uberlândia reafirmam a defesa do ANDES-SN e da autonomia sindical, exigindo do governo e do Ministério do Trabalho o imediato reconhecimento dessa entidade sindical como representante dos trabalhadores docentes das universidades brasileiras.
Uberlândia, 11 de outubro de 2010