O Movimento estudantil nacional representado por várias delegações de todo país realizou nos dias 9, 10 e 11 de outubro o Seminário Nacional de Educação: Construindo o nosso plano para a Universidade. O evento contemplou em sua programação atividades de formação política que tem por princípio discutir a crise das instituições de ensino superior no Brasil. A construção do seminário realizada pelos estudantes traz o Movimento Estudantil como agente de transformação da Universidade e da sociedade.
Percebemos a necessidade de atuação dos estudantes em torno de temas comuns, para isso realizamos também uma marcha unificada pela cidade de Uberlândia, um verdadeiro ato público de solidariedade aos 11 estudantes da UFU indiciados injustamente pelo Ministério Público e Polícia Federal.
A perseguição aos estudantes teve início a partir do dia 12 de março deste ano, data esta marcada pela ocupação da reitoria da UFU por cerca de trezentos estudantes que reivindicavam melhoria na qualidade da educação e mais democracia na universidade. Um levantamento feito pela Universidade em contribuição com a Polícia Federal e Ministério Público resultou no indiciamento de 11 estudantes identificados como “mandantes” da ocupação. Cria-se então o cenário para a criminalização destes estudantes que respondem injustamente por depredação do patrimônio, constrangimento ilegal, cárcere privado e formação de quadrilha, crimes absurdos que transformam o direito constitucional à liberdade de expressão e organização em um questionável caso de polícia.
Este documento aprovado no Seminário Nacional que reuniu estudantes de todo o país tem por finalidade expor a injustiça a que os estudantes da UFU estão submetidos, uma vez que a imagem vendida à população é a de um movimento desorganizado e ilegítimo. É inaceitável a situação em que se encontra este processo, pois demonstra um conluio entre os poderes instituídos de Uberlândia com a própria Universidade para intimidar, expor e prejudicar os 11 alunos da instituição. Exigimos, portanto, o arquivamento do processo contra os estudantes, pois temos a convicção de que ninguém deve ser punido simplesmente por lutar pelos seus direitos.
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